Sumida! Eu? Não...
Estava lambendo as feridas, vivendo um pouco, caindo e levantando, degustando novos sabores, curtindo novas pessoas, saindo do casulo de uma alma pela metade para o desabrochar de uma plenitude balzaquiana que nem eu imaginava que pudesse ser uma fase tão verdadeira e tão feliz.
Mas aí veio novamente aquela inquietude. Aquela vontade de expor alguma coisa que lá dentro sabemos que não é apenas uma exposição, mas uma necessidade gutural de expressar-se ou apenas tagarelar sobre... O quê? Aí que não sei! Sobre o que falar?
Gosto de cinema mas não tanto para falar só disso. Amo música mas se hoje escuto Queens of the Stone Age todos os dias, no ano seguinte posso voltar a ouvir Chico Buarque da maneira devotada que era em meados da década passada. Sobre política, claro! Sou polêmica, sou metida a sabe tudo, uns me chamam de petista, outros comunista, muitos devem me achar uma revolucionária da era Facebook. Pô, mas também não acho que sou preparada para falar de política sem um embasamento político e filosófico para tratar sobre este assunto com a propriedade que um comentarista político possui seja pelo estudo ou até mesmo pelo hábito jornalístico.
Caramba! Gosto de muita coisa, mas de nada que eu me sinta plenamente segura para falar e nem que eu queira também me dedicar exclusivamente sobre.
Hummm... parece o stress da época de decidir o que fazer no vestibular. Gosto de muita coisa e de nada tão fervorosamente.
Bom, que seja!
Vou falar sobre tudo, porque nada mais tudo que o nada! E isso, ah, isso Jerry Seinfeld me ensinou que pode ser algo perfeitamente genial. Mas eu também não sou gênio e muito menos quando comparada a um Jerry Seinfeld da vida, né!
Mas o nada tá aí para todo mundo. O nada pertence a qualquer um. Assim como o tudo.
Então fica combinado assim. Daqui por diante quando der na telha, quando eu tiver tempo, ou tiver vontade eu venho aqui e dou um pitaco sobre qualquer assunto seja ele polêmico ou trivial, da moda ou démodé, sério ou ridículo.
Voltei.
Sem mimimi e sem juntar lé com crê também.
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