Há dez anos atrás eu operei a minha miopia e foi das melhores coisas que fiz na vida. Super indico e amei o resultado, mesmo tendo me tornado uma dependente de óculos escuros até em dias nublados. Pois depois de dez anos dessa liberdade que só um míope sabe que é viver sem óculos eu terei que retornar a esta muleta maldita.
Estiloso para uns, os óculos para mim sempre foram um terror. Mas aí vim pensando no caminho para casa. Fazendo um paralelo com a minha vida os óculos na verdade sempre existiram na contramão do meu estilo de vida. Primeiro, na adolescência, quando o mundo se abria à minha frente com todas as possibilidades que só a juventude nos trás sejam elas positivas ou negativas ele surgiu como um freio, um limitador e um erro em todos os meus modelitos o que na adolescência é um drama à parte. Depois, quando me libertei dos óculos entrava numa fase da vida onde não era adulta nem criança, cheia de convicções imaturas e uma latente insegurança de sentimentos e atitudes que só os 20 e poucos anos nos trazem. Mas era livre dos óculos! Enxergava longe e como ex-míope então, com olhos de lince. Mas a vida, ah, essa eu via embaçada e muitas vezes de maneira bem equivocada algo que nos damos conta depois com a tal da maturidade.
Cá estou eu agora, na plenitude de sentimentos, posturas e ideias e tenho novamente de por os óculos como numa metáfora de que apenas sou livre com auxílio “de aparelhos”. Foi chato saber que tenho que usá-los novamente. Sou grata aos dez anos que eles saíram da minha vida e não vou me lamentar por tê-los novamente na bolsa. Sim, ainda não é para usá-lo como antes. Apenas usarei de vez em quando. Num filme com legenda, no final de um dia inteiro olhando para uma tela e no fim do dia para enxergar o número do ônibus (a maldita hora que “todos os gatos são pardos” é o TERROR para quem é míope).
Bem vindo novamente à minha vida. Só não se sinta o senhor da minha vida novamente, por favor. A senhora da minha vida hoje e sempre
sou eu.
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Eu voltei... ♪ ♫ ♪ ♫ ♪ ♫ ♪ ♫ ♪ ♫
Sumida! Eu? Não...
Estava lambendo as feridas, vivendo um pouco, caindo e levantando, degustando novos sabores, curtindo novas pessoas, saindo do casulo de uma alma pela metade para o desabrochar de uma plenitude balzaquiana que nem eu imaginava que pudesse ser uma fase tão verdadeira e tão feliz.
Mas aí veio novamente aquela inquietude. Aquela vontade de expor alguma coisa que lá dentro sabemos que não é apenas uma exposição, mas uma necessidade gutural de expressar-se ou apenas tagarelar sobre... O quê? Aí que não sei! Sobre o que falar?
Gosto de cinema mas não tanto para falar só disso. Amo música mas se hoje escuto Queens of the Stone Age todos os dias, no ano seguinte posso voltar a ouvir Chico Buarque da maneira devotada que era em meados da década passada. Sobre política, claro! Sou polêmica, sou metida a sabe tudo, uns me chamam de petista, outros comunista, muitos devem me achar uma revolucionária da era Facebook. Pô, mas também não acho que sou preparada para falar de política sem um embasamento político e filosófico para tratar sobre este assunto com a propriedade que um comentarista político possui seja pelo estudo ou até mesmo pelo hábito jornalístico. Caramba! Gosto de muita coisa, mas de nada que eu me sinta plenamente segura para falar e nem que eu queira também me dedicar exclusivamente sobre.
Hummm... parece o stress da época de decidir o que fazer no vestibular. Gosto de muita coisa e de nada tão fervorosamente.
Bom, que seja!
Vou falar sobre tudo, porque nada mais tudo que o nada! E isso, ah, isso Jerry Seinfeld me ensinou que pode ser algo perfeitamente genial. Mas eu também não sou gênio e muito menos quando comparada a um Jerry Seinfeld da vida, né! Mas o nada tá aí para todo mundo. O nada pertence a qualquer um. Assim como o tudo. Então fica combinado assim. Daqui por diante quando der na telha, quando eu tiver tempo, ou tiver vontade eu venho aqui e dou um pitaco sobre qualquer assunto seja ele polêmico ou trivial, da moda ou démodé, sério ou ridículo.
Voltei.
Sem mimimi e sem juntar lé com crê também.
Estava lambendo as feridas, vivendo um pouco, caindo e levantando, degustando novos sabores, curtindo novas pessoas, saindo do casulo de uma alma pela metade para o desabrochar de uma plenitude balzaquiana que nem eu imaginava que pudesse ser uma fase tão verdadeira e tão feliz.
Mas aí veio novamente aquela inquietude. Aquela vontade de expor alguma coisa que lá dentro sabemos que não é apenas uma exposição, mas uma necessidade gutural de expressar-se ou apenas tagarelar sobre... O quê? Aí que não sei! Sobre o que falar?
Gosto de cinema mas não tanto para falar só disso. Amo música mas se hoje escuto Queens of the Stone Age todos os dias, no ano seguinte posso voltar a ouvir Chico Buarque da maneira devotada que era em meados da década passada. Sobre política, claro! Sou polêmica, sou metida a sabe tudo, uns me chamam de petista, outros comunista, muitos devem me achar uma revolucionária da era Facebook. Pô, mas também não acho que sou preparada para falar de política sem um embasamento político e filosófico para tratar sobre este assunto com a propriedade que um comentarista político possui seja pelo estudo ou até mesmo pelo hábito jornalístico. Caramba! Gosto de muita coisa, mas de nada que eu me sinta plenamente segura para falar e nem que eu queira também me dedicar exclusivamente sobre.
Hummm... parece o stress da época de decidir o que fazer no vestibular. Gosto de muita coisa e de nada tão fervorosamente.
Bom, que seja!
Vou falar sobre tudo, porque nada mais tudo que o nada! E isso, ah, isso Jerry Seinfeld me ensinou que pode ser algo perfeitamente genial. Mas eu também não sou gênio e muito menos quando comparada a um Jerry Seinfeld da vida, né! Mas o nada tá aí para todo mundo. O nada pertence a qualquer um. Assim como o tudo. Então fica combinado assim. Daqui por diante quando der na telha, quando eu tiver tempo, ou tiver vontade eu venho aqui e dou um pitaco sobre qualquer assunto seja ele polêmico ou trivial, da moda ou démodé, sério ou ridículo.
Voltei.
Sem mimimi e sem juntar lé com crê também.
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