Vida errante que segue tendo como bússola um coração em descompasso, que se perde em devaneios tristes de uma existência sofrida e lutando para que este sofrimento se transforme em felicidade.
Esperança iludida, sofrida e maldita que emperra a razão de seguir seu curso e abraçar a vida como ela se mostra aos nossos olhos.
Amor que não se sente, vida que não se compartilha, vontade que não se tem e solidão ainda mais dolorida.
Felicidade inconstante que não nos preserva dos desgostos profundos que encaramos.
Compaixão que não se aprende. Ou se tem ou simplesmente não se tem, mas que às vezes se perde diante de tamanha desilusão.
Tristeza que nos consome ao ponto de solidificarmos atitudes, gestos e emoções.
Sorriso esquecido, rosto talhado, sensação de desamparo e muitos cigarros. Eis mais um final infeliz.