Happiness is not a Gun

Espaço exclusivo de verborragia explícita de uma pobre coitada que acha que ser inteligente ainda será sua salvação nesta ou em outra vida.

Nome:

Um ser humano, que assim como você, exige respeito.

Sexta-feira, Março 28, 2008

Que vontade é essa que eu sinto de me tomar num gole só? Que instante é esse onde eu não mais me vejo e nem mais me encontro?
Que medo é esse de dar um passo, de andar sozinha, de ser eu mesma?
Que dificuldade é essa?
Será que foi essa a sensação que tive quando comecei a engatinhar?
Será que se mover é tão mais difícil do que ser adulta?
E a dor sufocante do ar pela primeira vez nos pulmões? Deve ter sido desalentadora. Um trauma que nem Freud saberia explicar. Talvez não haja maior desafio no mundo contemporâneo que dar o grande passo. Aquele o qual parece ser tão fácil para outras pessoas. As outras pessoas. Que mania temos de olhar para os lados e só tomarmos também como exemplo o bem sucedido.
Bendita seja a sociedade capitalista que nos mostra que para cada bem sucedido há milhões de seres explorados. Bendito também morar no Rio de Janeiro, que nos engole a cada dia com sua explícita desigualdade social.
Nossa, como pude dar graças a algo tão contra meus princípios, tão contra meus ideais... é talvez eu esteja apenas aposentando a minha camisa do Che. Apenas começando a ver no horizonte que há algo de muito bom. Algo que também me afastará um pouco dos meus sonhos, dos meus desatinos para cair de vez e de cara no mundo real.
É. Passei em mais uma prova. E que vazio é esse que eu sinto? É o vazio já que a minha alma está indo embora...

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