Comecei enterrada na areia, mas enraizada não fiquei. Estive com todos e com todos estes me diverti. Fiz mais amigos e amo cada um deles mesmo que não os veja sempre. Aprendi a dar mais valor a mim e aos que me cercam, aprendi que nossa família sempre nos dá o melhor e que as pessoas podem agir de maneira errada contigo não por mal mas simplesmente por não alcançarem as suas expectativas e isso não é tão mal quanto aparenta ser. Vi casais se formarem, vi muitos pessoas se separarem e se reencontrarem. Estive nos melhores shows, até no melhor do ano (o que foi o show do Pearl Jam?!) e os que não vi estive lá mesmo que em pensamento. Reclamei muito da minha eterna falta de dinheiro e aprendi que ele não é um problema quando se tem com quem contar, mesmo que para sentar e ver a pista do aeroporto. Bebi muito, passei mal, bebi de novo e fiquei bêbada, mas sem perder a linha e aí sim, passei mal de novo. Fumei muito, emagreci, mas descobri que embora ele me faça mal as vezes é meu grande companheiro de horas solitárias e de meditação. Acreditei mais nas pessoas, mesmo quando tudo dizia que não daria certo. Me desiludo com meus sonhos utópicos em relação a um mundo melhor e me senti livre quando vi que não éramos mais escravos do capital internacional. Me senti traída quando vi meus representantes terem feito vista grossa a algo que sempre combateram e aprendi que as vezes as pessoas falam que podem, mas na verdade só vão até onde suas mãos alcançam. Me desiludi, fui chutada e trazida de volta e vi que as pessoas podem cometer enganos e se arrepender no minuto seguinte. Amei muito e curti muitos momentos junto do meu amorzinho lindo, embora muitas vezes me peguei odiando e ele também me odiasse. Crescemos juntos batendo de frente com todas as dificuldades e mesmo assim, vencemos, sem troféus, a não ser a nossa felicidade que é a melhor das recompensas. Estive a ponto de largar tudo e mais vez me centrei e me mantive de pé. Amei e odiei, aprendi a tolerar, amar sem querer nada em troca, a estar sozinha e me sentir bem com isso, a sentir falta e me agüentar quieta. Trabalhei menos que deveria e aprendo todo dia que sem trabalho, ninguém é nada. Chorei muito com minha vida, com minha falta de perspectiva e com meus desesperos momentâneos e aqueles eternos. Descobri em mim alguém melhor. Nos melhores momentos tive sempre pessoas importantes ao redor da mesma forma que em momentos difíceis. Briguei, chorei, esperneei, amei, me entreguei, sorri e me revoltei. Conheci praias, morros e vistas novas e no fim me apaixonei tanto por um lugar que de lá não queria mais voltar. Achei meu lugar no mundo, mas ainda procuro meu porto seguro. Ainda tento aprender a fazer as coisas da melhor maneira e ainda tenho tanta coisa a aprender que cansa só de pensar. Vi que pra ser feliz é necessário muito pouco, no meu caso, amigos, Carlton e cerveja sempre resolviam as piores noites. É... 2005 foi difícil... que venha logo 2006! Amo muito vocês que me aturaram esse ano. Feliz Ano Novo!
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